domingo, 14 de dezembro de 2008

Faling in Love Again

Oh! God!! É tão bom amar... Nessa semana compriiiiiiida e de muito trabalho (eu pensei que já não fosse ter mais nenhum compromisso de trabalho, mas ainda tivemos que preparar, eu e a Arlete, e fotografar três matérias para duas revistas importantes), só pude mesmo pensar no meu mais novo amor... Quer dizer, não totalmente novo, visto que já estive apaixonada por ele antes. Oh, não... Não se preocupem, pois não estou falando de nenhum novo namorado ou algo assim. Eu falo do meu querido "Bordado"!! Já contei que fomos apresentados quando eu tinha apenas seis anos de idade? Naquele tempo, via minha mãe com seu bastidor nas mãos, bordando tão enlevada e rodeada daquelas meadas e novelinhos coloridos, tão lindos... Foi paixão à primeira vista. Eu sempre fui muito precoce e, talvez por isso mesmo, minha mãe acreditou que eu pudesse aprender a lidar com instrumentos tão delicados como a agulha e a tesoura e me comprou um joguinho com essas ferramentas (dedal não, pois não achamos um que coubesse nos meus dedinhos magrinhos) e mais um kit que continha um tecido branco já riscado e as linhas necessárias para bordá-lo. Não sei se por algumas vezes ela não se arrependeu, pois volta e meia lá vinha eu pedindo ajuda para desembaraçar algum nó, mas creio que no geral me dei bem, pois não parei mais de bordar e ela de me dar trabalho. Bordei muita camisinha de pagão para minhas irmãs mais novas(naquela época as mães as confeccionavam em cambraia fininha e bordavam riscos delicados em ponto sobra, ponto haste, ponto atrás e ponto cheio). Bordava também ponto de cruz, mas não a fios contados. Nós comprávamos o tecido já riscado e bordávamos seguindo o desenho. Me lembro que minha mãe tinha um "pano" ricamente bordado, com as "Sumbonets", representando sete cenas do cotidiano, uma para cada dia da semana (me disse ela que meu pai a ajudou a bordar, já que ela bordava enquanto namoravam, preparando o enxoval). Há pouco tempo descobri que aquele tipo de "pano" era bordado para ser colocado na parede atrás do fogão para protegê-la dos espirros de gordura, já que os fogões não tinham tampa. Bons tempos aqueles... Puros, inocentes e tão ricos de momentos genuinamente felizes. Bem... Mas aqui estou eu, caindo de amor novamente por ele. Já contei que eu e as meninas do Patchepinte estamos nos preparando para começar o nosso BOM (Bloco do Mês) de 2009, não? Os riscos estão prontos. Todos eles. Amei desenhá-los e vou amar bordá-los. Já coloquei minhas meadinhas arrumadinhas em uma cesta de bordados e já ajeitei meu cantinho preferido no sofá. Por falar em cestinha, meu presente de amigo secreto foi uma cestinha com uma proteção em tecido, lindamente bordada pela Lídia. Mostrarei em breve. Vou mostrar também nossa foto com os presentes, a maioria também bordadinhos. Eu acho que essa paixão contagia...
A foto acima mostra trabalhos em bordado, rendas de agulha e frivolitê e foram feitos pela sogra de uma amiga. O risco postado aqui ao lado, antigo como podem ver, mostra exatamente como bordávamos antigamente, mesclando ponto de cruz e ponto atrás, usando sempre a mesma cor (vermelho na maior parte das vezes e que hoje sei que se denomina "Redwork") ou com linhas coloridas. Não é uma graça?
Beijos
Eliana

4 comentários:

Nile e Richard disse...

Olá amiga,boa tarde.Estou encantada de ver trabalhos antigos e muito bem feitos.Para janeiro vou bordar a menina.Estou livando o gráfico.Boa tarde de domingo para voce.bjtos.Nile.

selmadiasartes disse...

Querida Eliana, játenho seu blog adicionado em minha lista, e faz um tempinho que não volto aqui pra ver. Seuus textos também são muito agradáveis de ler, e cheinhos de poesia!!!
Adorei sua visita ao meu blog, faz mesmo um tempo que não escrevo, agora mesmo estou na França, comemorando 30 anos de casada, e ao voltar tenho um bocado de coisas pra por em ordem , mas prometo pestar logo novo artigo. um beijo, Selma

Vanda disse...

Interessante e envolvente esta sua narrativa. Também sou desta época e viajei ao passado, em pensamento.
Tenho muitas peças guardadas até hoje, seja as preparadas para meu enxoval pela minha mãe ou outras que fui ganhando e mesmo fazendo ao longo do tempo. O mais divertido é eu me lembrar, agora, do tanto que eu já bordava e nem sabia os nomes dos tipos de bordados. O redwork, por exemplo... meu velho conhecido... mas por este nome... se me perguntassem se eu já havia bordado... eu não saberia responder. Depois.. aí sim.. tem o ponto cheio, o ponto sombra, ponto cruz, estes eu lembro.. e já fiz todos.
Vou começar também a organizar minhas linhas e agulhas. Estarei com vocês no grupo para realizar os trabalhos de bordados e patchwork em 2009. Até lá!!
Beijo,
Vanda

Cleuza disse...

Sou do tempo em que as meninas, bem cedo já começavam a bordar seu enxoval, casassem ou não.
Lembro-me que, nas férias, aos 11 anos, sentava-me com minha avó, ao pé do rádio para "ouvir" novelas, bordando esses mesmos bordados a que se referiu...
E os tenho até hoje, já amarelecidos pelo tempo, mas guardando lembranças que esse mesmo tempo preservou.
Até mais e obrigada por me fazer voltar á infancia.
Bjs
Cleuza